sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Em busca da cura




Homem: - Eu vou lhes contar sobre a maçã. – disse o agricultor sem paciência – Ela pode curar tudo. Doença ou mal que aflige você.

O trio ficou contente, Leonan, Altair e a druida escutavam o rabugento senhor em meio a sua plantação.

Homem: - Eu comprei a bendita fruta com os malditos goblins. Juntei as moedas com algumas pessoas da cidade. – ele fecha a cara – dividimos as sementes e plantamos. Depois que elas cresceram 60 centímetros, galhos feios e retorcidos, uma noite elas desapareceram! Malditos goblins! Eles roubaram para que pudessem vender sozinhos as frutas!

Leonan pensou que eles poderiam ficar para oferecer segurança, mas depois percebeu que ninguém na cidade de Oakhurst tinha a maçã vermelha da cura. O ranger indagou ao homem:

Altair: - Onde podemos encontrar esses goblins?

Homem: - Seguindo a Estrada Velha, vocês chegarão à Cidadela sem Sol.

Nesse momento a druida sentiu uma forte pontada no cérebro, ela dobrou os joelhos e levou as mãos na cabeça. O homem esbugalhou os olhos.

Homem: - O que ela tem? É para ela a fruta?

A druida tentou falar, mas as palavras que saíram foram em idioma druídico. O agricultor levantou a enxada.

Homem: - Saiam daqui! Não quero seus feitiços na minha propriedade!

Altair ajudou a elfa a sair da plantação, enquanto o lobo arreganhava os dentes para o homem enquanto recuava e Leonan rosnava estressado, odiava gente fracote que gostava de dar uma de machão e que ele, para ser civilizado, não podia dar uma surra. Então o bárbaro saiu de lá tranquilamente, enquanto o agricultor balançava a enxada.

Altair: - Ninguém da cidade tem a fruta. – disse enquanto se reuniam fora da plantação e esperavam a druida se recuperar.

Leonan: - Não podemos esperar. Vamos até a Cidadela sem Sol. – o bárbaro sabia que depois daquela demonstração, talvez a druida não tivesse muito tempo.

Druida: - Eu estou bem.

Altair: - Vamos voltar a cidade, nos prepararmos, conhecer quanto tempo levará a jornada até lá e ver se encontramos alguém que conheça o caminho. – sentencia, olhando solidariamente para a elfa.

****************



Eida usou o batedor da porta grande de madeira. O som ecoou lá dentro e pouco tempo depois a porta se abriu. Um homem meio afeminado e bem arrumado (o máximo que um serviçal pode ser) atendeu o trio de aventureiras.

Homem: - Vocês estão aqui pelo anúncio?

Eida: - Sim.

Homem: - Me acompanhem, por favor. – o grupo entrou, observando a delicada e rica decoração – Aguardem no salão de espera, por favor.

Com o nariz empinado, o homem sai e Eida, Alba e Lin ficam na suntuosa sala de espera da família Hucrele. Lin percebeu um homem de capuz encostado na parede. Em silêncio as três encaram ele e o mesmo fica parado.

Lin: - Veio pelo anúncio também? – ele fica em silêncio, mas depois sorri.

Ladino: - Sim. Creio que vocês também estão aqui por isso, não?

Eida: - Pode ser. – Alba revira os olhos pela hostilidade da elfa.

O homem afeminado volta.

Homem: - A Senhora Hucrele os aguarda.

O grupo o segue, ele abre uma grande porta dupla que revela uma enorme sala de jantar. Uma mesa com vários metros hospeda castiçais, o piso é de azulejo azul claro, as paredes possuem quadros e o teto lustres de vidro. No final da mesa, embaixo de um quadro de uma bela mulher usando joias e segurando um cetro de ouro, está uma cadeira com uma velha corcunda, com joias e segurando um cetro de ouro. O homem fica ao lado dela.

Homem: - Senhores, apresento-lhes a Senhora Kerowyn Hucrele.

Kerowyn: - Esses são os aventureiros que irão atrás de meus sobrinhos? – pergunta com a voz esganiçada. O grupo confirma com a cabeça – Bem, não sou uma mulher de rodeios. Meus sobrinhos desapareceram e se me trouxerem eles ou algo que possa identifica-los pagarei 125 moedas de ouro para cada um. Se conseguirem traze-los bem de corpo e mente, saibam que serei muito generosa.

O ladino estranha essa última parte. Eida franze o cenho.

Eida: - Onde eles foram vistos pela última vez?

Kerowyn: - Eles inventaram de se juntar ao um grupo de aventureiros e entraram na Cidadela sem Sol.

Eida: - Isso foi a quanto tempo?

Kerowyn: - Eu não sei, uma semana ou duas...

Eida: - Onde fica a Cidadela?

Kerowyn: - Nunca procurei saber.

Eida: - Você mora a não sei quanto tempo por aqui e não sabe? – pergunta indignada.

Kerowyn fica vermelha e grita:

Kerowyn: - Eu vivi aqui a muito tempo e não tenho obrigação de saber onde ficar essas cavernas de aventureiros! E você quer ganhar tudo assim de mão beijada?! Vá procurar saber e só volte aqui com alguma coisa que eu pedi! – ela volta-se para o servo – É esse o tipo de aventureiros que você me traz?! Ou são todos preguiçosos assim?!

Os gritos da velha ecoam pela sala de jantar e servem de aviso para os heróis se retirarem. Eida está irritada e fica ao encargo de Lin e Alba questionarem ao servo (que voltou pra abrir a porta).

Lin: - Você tem algo que possa nos mostrar como são os sobrinhos Hucrele?

Homem: - Sim. Há um quadro que foi pintado recentemente.

O homem leva os quatro aventureiros para uma antessala onde eles veem dois quadros. Lá estava, Talgen Hucrele, um rapaz de 20 anos, roupas de guerreiro e olhar divertido e sorriso ousado. No outro quadro estava Sharwyn Hucrele, usando vestes de maga iniciante, sorriso tímido e longos cabelos negros. Depois de analisarem os quadros o grupo percebe os sinetes (tipos de anéis com o símbolo da família sob a inicial do possuidor), concordando que seria uma ótima maneira de ao menos identificar que estiveram com eles, caso encontrem os jovens em pior estado. O mordomo leva o grupo para fora.

Na varanda, o trio de mulheres percebe que o ladino apenas sorri olhando para elas.

Eida: - Perdeu alguma coisa?

Ladino: - Acho que seria interessante unirmos forças para essa empreitada. Me chamo Ezio.

Alba: - Prazer Ezio, me chamo Alba, esta é Lin e Eida.

Lin mantém uma expressão desconfiada e Eida expressa suas dúvidas.

Eida: - E o que você pode oferecer ao grupo?

Ezio: - Ora, tenho muitas habilidades que podem ser úteis no momento certo. Além do mais, pelo que eu sei, a Cidadela é infestada por goblins... vocês sabem alguma coisa sobre goblins?

As três pensam um pouco, nunca tiveram contato com essas criaturas e Eida nunca se preocupou muito em estuda-los, não podia perder tempo estudando outra coisa que não fosse magia. Rindo Ezio continua:

Ezio: - Sabe ao menos qual é a melhor hora para ataca-los?

Alba: - A noite! – responde a anã. Eida confirma com certeza.

Ezio: - Errado. Eles são sensíveis de dia. Vejo que vocês realmente precisam de mim. Procurem saber mais sobre a Cidadela e partiremos a noite para chegarmos com o sol em nossas cabeças. Nos encontramos na estalagem.

Sem deixar muita resposta, o ladino parte. Lin fecha a cara, mas Alba dá de ombros.

Alba: - Ele realmente sabe das coisas.

Eida: - Mas não sabemos muito dele.

Alba: - O mesmo poderíamos dizer dele sobre nós.

O trio continua e vai atrás de informações.