sábado, 24 de novembro de 2012

As Raízes da Aventura




Leonan e Altair avistaram uma cena inusitada. Ao longe, viram alguém caído ao chão da estrada e um lobo rondando o corpo. O ranger preparou a flecha, enquanto o bárbaro olhava desconfiado para a cena. Quando Altair estava prestes a abater a fera, Leonan colocou a mão sobre o braço do amigo.

Leonan: - Ele não está querendo ela pro jantar.

Altair: - Não? – o ranger era mais lento que o bárbaro, logo percebeu o que o companheiro queria dizer – É mesmo, ele está a protegendo!

Com cautela, os dois se aproximaram do animal. O lobo arreganhou os dentes, com os olhos alucinados encarou os dois. O bárbaro estava com o machado em mãos, mas Altair pediu para que ele se afastasse. O ranger caminhou e com murmúrios conseguiu aproximar-se do lobo sem ser atacado. Demonstrando que queria apenas cuidar da pessoa que estava ali deitada, foi com surpresa que ele viu que se trava de uma linda elfa, fortemente armada e protegida, mas estava pálida. Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, a elfa ergueu-se e quase lhe arrancou a cabeça com um golpe de sua cimitarra.

Altair: - Espere! Calma!

O ranger se afastou aos tropeços e Leonan ria.

Leonan: - Bom jeito com mulheres você tem! Hahaha!

Altair tentou explicar o que estava fazendo, mas recebeu como resposta palavras aflitas em um idioma que ele não tinha a menor ideia do que fosse.

Leonan: - Palavras de lã e com cânticos de passarinho, deve ser língua de elfo.

A elfa engoliu em seco, fechou os olhos e sentiu o corpo do lobo ao seu lado, instintivamente acariciou o focinho do companheiro com seu rosto e voltou a abrir os olhos, o ranger e o bárbaro estavam um ao lado do outro.

Druida: Eu...druida... eu... não...saber quem...sou.

*******



Apesar de não saber o próprio nome, ela tentava encontrar uma maneira de se chamar. O bárbaro a chamava de elfa e o ranger meio-elfo a chamava de... na verdade não chamava, apenas a olhava, desviava o olhar e depois dizia o que queria. Estava viajando com os dois já fazia uma semana, ela estava em um canto da clareira enquanto os dois preparavam a fogueira. Leonan reclamava com Altair porque ele saiu atrás de gravetos se ele poderia muito bem derrubar uma árvore e cortar a lenha.

Ela sorri. Nesse tempo conheceu os dois. Era difícil de entender algumas palavras, mas aos poucos, por instinto e não por lembrança, entendia o que eles diziam. Ela lembrou-se que era uma druida, isso não tinha dúvidas e o lobo a ajudou nisso. Mas de onde veio, quem ela era, não sabia dizer. Suas habilidades estavam intactas, mas suas lembranças de como as aprendeu estavam ainda apagadas.

Em uma das noites Leonan e Altair contaram como se conheceram. Foi durante um ataque de um urso pardo. O bárbaro estava prestes a enfrentar a criatura (e como ele dizia “trucida-la”) quando o ranger apareceu e evitou que ambos se machucassem. Leonan está em uma caçada contra um homem diabólico e perguntou se ela já viu uma bota de couro negro com grevas talhadas como ossos. O ranger brincou com o amigo dizendo que ela não se lembra do nome vai se lembrar de uma bota. Após uma troca de pancadas, os dois riram e contaram que desde então veem patrulhando as redondezas, servindo como guias de viajantes e aventureiros contratados.

Mesmo não tendo oferecido nada, os dois a acompanharam até um curandeiro local, que a examinou. Quando saiu da cabana viu Leonan comendo o que sobrou da janta de ontem e Altair, que estava sentado em um tronco, levantar-se de prontidão e ir até ela.

Altair: - E então? Há algo que possamos fazer?

Druida: - Não. Ele disse que minha falta de memória não é física, pode ter sido magia ou algum trauma.

Leonan: - Hum. Aquele velho deve estar com preguiça... ele pediu para “tocar” em você? – perguntou armando-se com o machado.

Ela sorriu, mas ao olhar para a cara de espanto de Altair tratou de esclarecer tudo.

Druida: - Não! Não teve....isso! – o ranger relaxou - Ele falou de algo...

As palavras saíram em um idioma estranho e tanto Altair como Leonan ficaram surpresos.

Leonan: - Essa língua é novidade...

Altair: - Vamos falar com o curandeiro, ele nos deve o traseiro quando o salvamos das hienas.

Mais tarde, com calma, os dois explicaram para a druida o que o curandeiro dissera. Ele falou de uma fruta, aparentemente uma maçã de cor perfeita, cura qualquer doença ou mal. Ela é vendida uma vez a cada verão em Oakhurst, o problema é que ela não é vendida por um mercador, mas por uma tribo de goblins. A sorte estava ao lado deles, o verão está quase chegando e a cidade ficava apenas a um dia de viagem.

Altair: - Chegando lá podemos descobrir mais sobre esse fruto.

Druida: - E vamos comprar dos goblins?

Altair fechou a cara e balançou negativamente a cabeça.

Leonan: - Nosso ranger não gosta de goblinóides. – o bárbaro sorri e acaricia a lâmina do machado com o polegar – Tem muitas maneiras de fazer trato com goblins.

A druida ficou um pouco espantada, mas o ranger desanuviou o rosto e sorriu para ela.

Altair: - Mas antes veremos se algum mercador tem a fruta.

Leonan: - Caso contrário, vamos bater na porta da fazendinha dos goblins.

2 comentários:

  1. o/ estou ansioso para amanha, espero que a tarde seja bem produtiva!!

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  2. Opa! Gostei deste prelúdio ^.^ Quero só ver como minha maga vai se encaixar na trama hehehe

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